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Instituto Público

Um ponto de encontro de ideias.

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Um ponto de encontro de ideias.

31 audiências, 6 perguntas e muita banana: já há governo

 

Cavaco precisou de tudo o que é enunciado no título (aqui, aqui e aqui) para chegar à mesma conclusão que o resto do país e do mundo: António Costa vai formar governo.

 

Os nomes já são conhecidos e, ao que parece, semi-oficiais. Uma coisa salta à vista: na sua maioria, são muitos, são velhos e são homens. Hão-de ser melhores. Certos nomes trazem, no entanto, alguma esperança: Tiago Brandão Rodrigues é uma aposta arriscada de Costa num sector sempre polvilhado de conflitos. Será, como todos, o próximo 'mau' ministro da educação para a maioria dos professores. Para o resto do país, veremos no que dá. 

 

No geral, o conteúdo do governo parece robusto o suficiente para aguentar a navegação política turbulenta que esta legislatura nos vai presentear. A economia e as finanças estão, como de costume recentemente, entregues a académicos dados como competentes; o país olha para Mário Centeno com a mesma expectativa que uma turma do básico encara o novo professor de Matemática. O regresso de Vieira da Silva, Capoulas Santos e Santos Silva (já lá vou) serve, segundo vejo, para libertar novos nomes como Brandão Rodrigues (Educação), Matos Fernandes (Ambiente), Van Dunem (Justiça) ou Adalberto Fernandes (Saúde) para as necessárias reformas a fazer nas respectivas áreas. 

 

Há dois nomes que não me parecem, no entanto, necessários. Isto é: seria relativamente simples escolher nomes melhores e que dessem mais garantias. Se é verdade que qualquer escolha para substituir Rui Machete nos Negócios Estrangeiros seria uma boa notícia, não conheço em Santos Silva nem o perfil, nem a experiência inerentes à posição que vai desempenhar. Talvez esteja enganado; o tempo o dirá. Não duvido que fosse possível escolher alguém mais indicado para o perfil e com uma ideia prévia do que a política externa de Portugal deve ser. 

 

Já João Soares na Cultura é simplesmente desnecessário. António Costa poderia seguramente escolher alguém mais consensual e com um passado públicado mais ligado à cultura que João Soares. Num governo que já começa enfrentando tantas resistências sobretudo à direita mas também à esquerda, seria certamente fácil encontrar um nome que fosse mais lógico e consonante com a pasta. 

 

Os próximos dias serão fundamentais para perceber que aceitação este governo terá à esquerda do PS. Para já, no entanto, o peso político do executivo deve permitir-lhe aguentar o primeiro ano do mandato sem dificuldades de maior. 

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